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EUA removem tarifa de 40% sobre café, carnes e outros produtos brasileiros: entenda o impacto para as exportações do Brasil

  • Foto do escritor: Rafael Chaves
    Rafael Chaves
  • 21 de nov. de 2025
  • 4 min de leitura

Impacto econômico e competitivo para o Brasil. Por que a tarifa foi retirada agora


Presidente Donald Trump com bandeira dos EUA ao fundo e a Casa Branca. Expressão séria e ambiente formal.

Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira (20) a remoção da tarifa de 40% aplicada a determinados produtos brasileiros. A decisão foi divulgada pela Casa Branca.


A medida contempla carne bovina, café, açaí, cacau e diversos outros itens. Mais de 200 produtos foram adicionados ao conjunto anterior de exceções ao tarifaço imposto ao Brasil.


A retirada da cobrança se aplica aos produtos que ingressaram nos Estados Unidos a partir de 13 de novembro.


A data coincide com a reunião entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, quando o tema foi abordado.


Na semana anterior, o governo Trump já havia reduzido tarifas de importação sobre cerca de 200 produtos alimentícios para vários países. No caso brasileiro, a alíquota havia sido reduzida de 50% para 40%.


Agora, itens como café, carne e frutas, contemplados nas duas decisões mais recentes, retornam aos patamares de exportação anteriores ao tarifaço anunciado por Trump.


Diferentemente da ordem executiva da semana passada, que tinha abrangência global, a decisão desta quinta-feira se aplica exclusivamente ao Brasil.


Na medida divulgada, Trump menciona a conversa que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início de outubro, e afirma que a retirada das tarifas resulta das tratativas entre os dois governos.


“Em 6 de outubro de 2025, participei de uma conversa telefônica com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as preocupações identificadas no Decreto Executivo 14323. Essas negociações estão em andamento”, diz Trump no documento.


“Também recebi informações e recomendações adicionais de diversos funcionários [...] em sua opinião, certas importações agrícolas do Brasil não deveriam mais estar sujeitas à alíquota adicional [...] porque, entre outras considerações relevantes, houve progresso inicial nas negociações com o Governo do Brasil”, acrescenta o presidente.


O governo brasileiro celebrou o anúncio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que está “muito feliz porque o presidente Trump começou a reduzir a taxação de alguns produtos brasileiros”. Ele acrescentou que continuará buscando “diálogo e racionalidade” para eliminar as demais tarifas ainda aplicadas.


Para o Itamaraty, a decisão representa um avanço significativo, especialmente por mencionar diretamente as negociações com o Brasil e porque a data retroativa (13 de novembro) coincide com o encontro entre Marco Rubio e Mauro Vieira.


O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, afirmou que a medida é uma “excelente notícia”. Segundo ele, o Brasil volta a competir em condições equilibradas no mercado norte-americano, o que contribui para estabilizar os preços dos produtos.


A remoção das tarifas sobre café e carne, em particular, representa um alívio para os exportadores brasileiros.


Os Estados Unidos são o maior comprador de café do Brasil e são responsáveis por aproximadamente 16% de todas as exportações brasileiras do produto. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as importações caíram pela metade entre agosto e outubro, na comparação com 2024, em razão do tarifaço.


O diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, declarou que a decisão é fruto de “um trabalho muito intenso”. Ele afirmou ao g1 que representa “um momento de celebração, um presente de Natal antecipado”, e destacou que o Brasil voltará a disputar o mercado “em pé de igualdade”.


No caso da carne, os Estados Unidos eram o segundo maior comprador antes do tarifaço, adquirindo 12% de todo o volume exportado pelo Brasil.


Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) comemorou a decisão do governo norte-americano. Segundo a entidade, “a reversão reforça a estabilidade do comércio internacional e mantém condições equilibradas para todos os países envolvidos, inclusive para a carne bovina brasileira.

RESUMO


  1. Por que os EUA retiraram a tarifa de 40% sobre produtos brasileiros?


Segundo o governo norte-americano, a decisão foi tomada devido ao progresso inicial das negociações entre Donald Trump e o governo brasileiro. O presidente dos EUA citou diretamente sua conversa com Luiz Inácio Lula da Silva, realizada em 6 de outubro de 2025, e afirmou que recebeu recomendações técnicas para remover a tarifa adicional de alguns produtos agrícolas do Brasil. A medida também está alinhada à agenda diplomática recente entre os dois países.


  1. Quais produtos brasileiros foram beneficiados?


A retirada da tarifa contempla principalmente produtos agrícolas, incluindo:


  • café brasileiro,

  • carne bovina,

  • açaí,

  • cacau,

  • além de outros produtos que já haviam sido incluídos em listas anteriores de exceções ao tarifaço.


Mais de 200 produtos fazem parte do conjunto atualizado de isenções.


  1. Quando a medida passa a valer?


A remoção das tarifas vale para todos os produtos que ingressaram nos Estados Unidos a partir de 13 de novembro. Essa data coincide com o encontro entre o ministro Mauro Vieira e o secretário Marco Rubio, quando o assunto foi discutido.


  1. Como isso impacta o setor de café e carne brasileiros?


O impacto é imediato e altamente positivo:


  • Café:


Os EUA são o maior comprador de café do Brasil.

Respondiam por 16% das exportações antes do tarifaço.

As importações caíram pela metade entre agosto e outubro de 2024 devido à tarifa.

A reversão devolve competitividade e normaliza o fluxo comercial.


  • Carne bovina:


Antes das tarifas, os EUA eram o segundo maior destino, comprando 12% do volume exportado.

A retirada da tarifa reduz pressão de preços e reequilibra a concorrência no mercado norte-americano.

A Abiec destacou que a decisão reforça a estabilidade do comércio internacional. Fonte: G1

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