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O Pix vai ser taxado?

  • Foto do escritor: Rafael Chaves
    Rafael Chaves
  • 13 de jan. de 2025
  • 3 min de leitura

Tudo o que Você Precisa Saber sobre a e-Financeira: Impactos nas Suas Finanças e Obrigações



Descubra como a e-Financeira funciona, quem deve enviar informações à Receita Federal e por que você não precisa se preocupar com novos impostos ou declarações adicionais. Informe-se sobre limites de movimentação financeira e as responsabilidades das instituições financeiras.


A Receita Federal do Brasil implementou a Instrução Normativa RFB nº 2219/2024, que regulamenta a obrigatoriedade de prestação de informações financeiras pelas instituições financeiras, sociedades seguradoras e administradoras de consórcios. Essas informações são enviadas por meio da e-Financeira, uma plataforma digital criada para aprimorar o controle fiscal e combater a sonegação de impostos.


Apesar de ser uma medida que envolve dados financeiros, é importante destacar que o cidadão comum não precisa realizar nenhuma ação relacionada à e-Financeira. A responsabilidade pelo envio dessas informações é exclusiva das instituições financeiras e de pagamento. Portanto, clientes de bancos, corretoras, seguradoras e administradoras de consórcios não têm nenhuma obrigação adicional.


O principal objetivo da e-Financeira é permitir que a Receita Federal tenha acesso a informações financeiras relevantes para cruzamento de dados e fiscalização. No entanto, isso não significa a criação de novos impostos ou o aumento da carga tributária. A ferramenta apenas torna mais transparente a relação entre o que é declarado no Imposto de Renda e as movimentações financeiras efetivamente realizadas.


Perguntas e Respostas


1. O que é a e-Financeira?

A e-Financeira é um sistema digital pelo qual as instituições financeiras enviam informações sobre movimentações financeiras de seus clientes à Receita Federal.


2. Quem precisa enviar informações para a e-Financeira?

Somente instituições financeiras, seguradoras, administradoras de consórcios, entidades de previdência complementar e empresas de pagamento. Pessoas físicas não precisam enviar nada.


3. A Receita Federal terá acesso a todas as minhas movimentações bancárias?

Não. Apenas movimentações que ultrapassem R$ 5.000,00 por mês para pessoas físicas e R$ 15.000,00 para pessoas jurídicas serão informadas.


4. Vou pagar mais impostos por causa da e-Financeira?

Não. A e-Financeira não cria novos impostos nem aumenta a carga tributária. O objetivo é apenas fiscalizar e verificar a coerência das informações declaradas no Imposto de Renda.


5. Compras feitas com cartão de crédito serão informadas?

Sim, mas somente os valores totais das movimentações, sem detalhamento de onde ou o que foi comprado.


6. O cidadão precisa enviar alguma informação?

Não. Toda a responsabilidade é das instituições financeiras. O cidadão só deve garantir que sua declaração de Imposto de Renda esteja correta.


7. O Pix será informado à Receita Federal?

Sim, desde que as transações ultrapassem os limites de R$ 5.000,00 (pessoa física) ou R$ 15.000,00 (pessoa jurídica).


8. A Receita pode bloquear minha conta bancária?

Não. A Receita apenas recebe informações para análise fiscal. Qualquer bloqueio de conta só pode ocorrer por decisão judicial.


9. Quais são os prazos para o envio dessas informações?

As informações devem ser enviadas semestralmente: até o último dia útil de fevereiro (dados do segundo semestre do ano anterior) e de agosto (dados do primeiro semestre do ano corrente).


10. Como posso me proteger de problemas com a Receita Federal?

O melhor caminho é manter a sua declaração de Imposto de Renda correta e coerente com as suas movimentações financeiras. Guarde comprovantes e documentos relacionados às suas transações.


Em resumo, a e-Financeira não traz impactos diretos para o cidadão comum. Não há necessidade de enviar informações adicionais nem há aumento de impostos. O foco da Receita Federal é garantir maior transparência nas movimentações financeiras para prevenir fraudes e sonegação fiscal. Assim, manter uma boa organização financeira e declarar corretamente seus rendimentos são atitudes suficientes para se manter em conformidade com a legislação.

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