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Reforma Tributária vai prejudicar empresas do Simples que vendem para outras empresas

  • Foto do escritor: Rafael Chaves
    Rafael Chaves
  • 24 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

A proposta da Reforma Tributária busca simplificar os impostos, mas na prática trouxe desafios para as micro e pequenas empresas que vendem para outras empresas (B2B).


As empresas que compram de optantes do Simples não poderão mais aproveitar créditos de IBS e CBS, reduzindo a competitividade dessas pequenas fornecedoras.



Mãos digitando em um teclado de notebook em close-up. Tela reflete luz. Óculos ao fundo, sobre uma mesa de madeira clara. Cena focada e calma.

As micro e pequenas empresas que optam pelo Simples Nacional, especialmente aquelas que trabalham B2B serão bem impactadas pela Reforma Tributária. A reforma, ao invés de simplificar, tornou o sistema mais complexo para essas empresas, podendo prejudicar sua competitividade no mercado.


A reforma tributária foi pensada para deixar o sistema de impostos mais simples e justo, mas, na prática, acabou criando dificuldades para pequenas empresas que vendem para outras empresas.


O principal problema é o seguinte: as empresas que compram dessas pequenas empresas não poderão mais abater os novos IBS e CBS. Isso torna o produto ou serviço da pequena empresa menos vantajoso, já que o cliente não consegue recuperar parte dos tributos pagos.


Como consequência, as empresas maiores tendem a deixar de comprar das pequenas, preferindo fornecedores de regimes mais complexos, mas que permitem o abatimento de impostos. Ou seja, as pequenas empresas ficam em desvantagem competitiva.


Para tentar contornar esse problema, foi criado o chamado “Simples Nacional Híbrido”, em que parte dos tributos continua simplificada, mas os novos impostos (IBS e CBS) precisam ser apurados separadamente, como em empresas maiores. Isso aumenta o trabalho e os custos das pequenas empresas, que precisam de mais controle, mais contabilidade e mais atenção com a burocracia.


Antes da reforma, mesmo comprando de empresas do Simples, os clientes ainda podiam aproveitar créditos de impostos (como PIS e Cofins). Isso incentivava a formalização e mantinha as pequenas empresas dentro da cadeia produtiva. Agora, isso acabou para o novo sistema, reduzindo o interesse do mercado nessas empresas.


Empresas que atendem diretamente ao consumidor (modelo B2C), como salões de beleza ou restaurantes, não devem ser tão afetadas. Mas, para as empresas B2B, será preciso fazer contas detalhadas para saber se vale a pena continuar no Simples, migrar para o Simples Híbrido ou para outro regime de tributação.


Para pequenos empresários, isso é um alerta importante. Se sua empresa vende para outras empresas, é hora de reavaliar o regime tributário. O que parecia mais simples pode sair mais caro e dificultar a venda para empresas maiores.

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